Pequenos grandes acertos de Breath of the Wild

Fazer um mundo aberto não é fácil. Na verdade, talvez o maior desafio do desenvolvimento de Breath of the Wild tenha sido justamente construir um mapa que não fosse cansativo e entregasse toda a liberdade que os jogadores tanto almejavam.

A maioria dos títulos desse estilo foca na exploração horizontal. Já este The Legend of Zelda adiciona camadas de exploração vertical. Toda a questão das escaladas e voos se tornam parte essencial do gameplay. Com isso, você não se prende a rotas estabelecidas.

A série sempre buscou ter seus mundos abertos, e ela fez isso de uma maneira competente até agora. Twilight Princess e Wind Waker são bons exemplos, mas, mesmo assim, pecaram em dois aspectos: havia um certo grau de linearidade e alguns locais não foram bem aproveitados.

Nos pecados do passado, Breath of the Wild constrói glórias no presente. Assim que se conclui o Great Plateau, você é presenteado com o livre-arbítrio. As pequenas missões que faz aqui e ali no começo te ensinam tudo o que precisa saber para se virar contra praticamente qualquer coisa.

Não é por menos que alguns mais apressados fecharam a aventura em menos de uma hora e meia. Seriamente, recomendo que faça o máximo possível de tarefas antes do embate final, pois o fortalecimento da relação com os personagens vale a pena.

E, claro, há vida no mapa. Passar por uma rota mais de uma vez rende experiências diferentes. Em um certo horário, atravessei um vale e encontrei inimigos cavalgando e buscando presas. Depois vi gente indefesa buscando abrigo contra a chuva e as feras. E ainda me deparei com algo colossal que me fez questionar minha existência nessa Hyrule devastada.

Isso é o tal respiro do mundo selvagem. Você o sente, se intimida e sorri. O mais irônico é que nada vem de uma só vez. São pequenas peças, pequenos aspectos que se misturam e constroem o ambiente da maior jornada de Link.

Bem, é melhor parar por aqui. A análise completa você vai ler na Nintendo World 202!